Rocha teve problemas com Viscome
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segunda-feira, 22 de março de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 23 (AE) - O ex-funcionário da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam), Sílvio Rocha de Oliveira, revelou à polícia que teve problemas com o vereador Vicente Viscome, sem partido, durante o período que trabalhou na Administração Regional da Penha. Segundo ele, Viscome teria se sentido ameaçado porque Oliveira estava ganhando espaço político na região.
Rocha, que foi candidato a deputado federal nas últimas eleições, foi admitido na Prodam, em 1993, por influência do ex-secretário de Governo Municipal, Edevaldo Alves da Silva .Antes de ir para a regional da Penha, onde trabalhou no projeto Bairro a Bairro, Rocha trabalhou na assessoria política do ex-prefeito Paulo Maluf.
Ao ser transferido, Rocha passou a fazer trabalhos sociais nas favelas da região. Ao perceber que estava se saindo bem politicamente, Viscome decidiu, segundo Rocha, "encostá-lo" na regional. Quando o ex-administrador Osvaldo Morgado da Cruz assumiu a regional, Rocha teria ficado sem função, mas, mesmo assim, decidiu continuar visitando favelas da região.
O descontentamento de Viscome, de acordo com o depoimento, ficou mais claro a partir do momento em que Rocha percebeu que eram feitas na AR-Penha várias reuniões, a portas fechadas, entre o vereador e outros funcionários, entre eles Ivan Márcio Gitahy, Fernando Martins Capitão, a assessora Tânia de Paula e Morgado. Todos são acusados de participação no esquema de cobrança de propinas na região.
Na campanha de 1998, Viscome teria dito que Rocha estava lhe atrapalhando politicamente na região. Na mesma reunião, da qual teriam participado os então candidatos Fausto Martello e Marcos Belizário, o vereador teria ameaçado Rocha e sua família.
Denúncia - Diante das ameaças, Rocha decidiu formalizar uma denúncia no Ministério Público Estadual (MPE). Dias depois, o ex-funcionário da Companhia Habitacional de São Paulo, Antonino Jésse Ribeiro, teria solicitado a Rocha que retirasse a denúncia. Ribeiro é apontado como homem de confiança de Calim Eid, ex-tesoureiro das campanhas de Paulo Maluf. O pedido foi atendido e, a partir daí, Rocha não teria tido mais problemas na região.
Na regional, Rocha pasou a ser considerado uma pessoa ligada a Paulo Maluf, supostamente por problemas relacionados à filha do ex-funcionário, Silvana, que teria um filho de Maluf.


