Um robô é o mais novo recurso tecnológico utilizado por médicos nas cirurgias de obesidade. A tecnologia foi apresentada durante o Simpósio Internacional Sobre Novas Tendências em Cirurgia de Obesidade Mórbida, que terminou ontem em Foz do Iguaçu. Cirurgias ao vivo com a atuação do robô foram acompanhadas por cerca de 250 pessoas que participaram do evento. O simpósio, primeiro evento internacional do gênero realizado no Brasil, teve a participação de 11 convidados norte-americanos liderados por Alan Wittgrove, atual presidente da Sociedade Amaricana de Cirurgia Bariátrica (de obesidade). Os Estados Unidos são referência na cirurgia bariátrica por videolaparoscopia.
  Segundo o cirurgião gástrico Irineu Rasera Júnior, 36 anos, o braço robótico atende ao comando de voz do cirurgião. ‘‘O equipamento dá mais precisão e rapidez à cirurgia. O robô substitui um médico da equipe encarregado de manipular a câmara que leva imagens do abdome para o monitor que orienta o trabalho do cirurgião’’, explicou. De acordo com Neide Caccaos, gerente comercial da empresa Strattner, o braço robótico custa US$ 65 mil (R$ 195 mil).
  No Brasil, apenas os hospitais São Camilo e Santa Rita, em São Paulo, possuem o equipamento. A tecnologia é utilizada junto com a videolaparoscopia, procedimento que está substituindo a cirurgia aberta para redução de estômago, por ser menos invasivo.
  Ao contrário da cirurgia convencional, onde é realizado um expressivo corte no abdome do obeso mórbido, na videolaparoscopia são feitos cinco microfuros. ‘‘O paciente é beneficiado por este tipo de intervenção porque dói menos, praticamente elimina o risco de infecções e propicia um retorno mais rápido da pessoa às suas atividades’’, diz Rasera Júnior. O Brasil, segundo ele, é o segundo país em volume de cirurgias bariátricas.
De acordo com o médico, o Brasil já e o segundo país em volume de cirurgias bariátricas.
  De acordo com o cirurgião, a obesidade mórbida afeta 3% da população brasileira. O paciente é identificado como obeso mórbido quando o índice de massa corpórea é superior a 40, ou seja, a pessoa está 45 quilos acima de seu peso ideal. A Organização Mundial de Saúde (OMS) catalogou 40 doenças associados ao sobrepeso, ente elas a hipertensão, diabetes e doenças pulmonares.

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