Brasília, 02 (AE) - O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), disse que vai empenhar-se para "criar um constrangimento tal" no Congresso, até o próximo dia 22, quando o Senado retoma suas sessões deliberativas, contra a indicação de Armínio Fraga, a ponto de que ele sequer venha a ser indicado para exercer o cargo. Freire considera "um absurdo, uma total insensibilidade do governo chamar um megainvestidor para o governo, incentivar a especulação", referindo-se ao fato de que Fraga foi até recentemente assessor do megaespeculador George Soros. Ele anunciou que apresentará um projeto restringindo o cargo a funcionário público de carreira.
Freire opinou que Armínio Fraga "corre o risco de não ser aprovado no Senado" e anunciou: "Vou trabalhar para isso. Vou trabalhar contra. Isso é um absurdo. Quando se fala de quarentena e outros impedimentos para ter o BC como um serviço público, o governo vem com essa. Isso é um escárnio", revoltou-se, ironizando: "Devia chamar o Soros, naturalizar e pronto. O governo está correndo um risco, rendido a interesses do sistema financeiro. Fernando Henrique conversa com a oposição
e a resposta que dá é essa. Não há mais o que conversar", pois "esse rumo é inaceitável". "O País precisa acabar com essa promiscuidade."

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