RML pode incorporar mais três cidades
Sidney Carlos do Nascimento, secretário municipal de Administração de Bela Vista do Paraíso, descreve a cidade como ''um Cinco Conjuntos um pouco mais afastado''. Ele acredita que a criação da RML foi benéfica para Bela Vista, mas ressalva que muita coisa ainda precisa ser feita para que a região seja efetivamente integrada.
''A integração existe naturalmente, pela proximidade com Londrina. Cerca de 2 mil pessoas saem de Bela Vista todos os dias para trabalhar lá. Mas ainda falta um pouquinho na parte política. A rodovia Bela Vista-Warta-Londrina é insegura, precisava de melhorias. Na área de saúde, somos reféns de Londrina, principalmente em atendimento de alta complexidade. Poderia haver um mini-hospital, para atender a população de municípios pequenos da região'', opina o secretário.
''Falta uma integração maior dos políticos locais. Londrina, por ser a maior cidade da região, tem a situação encaminhada. Falta atenção para as cidades menores. A tendência é que os investimentos públicos sejam concentrados nos grandes centros'', critica.
Tramita atualmente na Assembleia Legislativa do Paraná um Projeto de Lei Complementar para que os municípios de Sabáudia, Jaguapitã e Pitangueiras sejam acrescentados à RML. ''O prefeito de uma dessas cidades me procurou, falando das dificuldades que o município tinha em áreas como segurança, habitação e telefonia. Os municípios em regiões metropolitanas têm mais facilidade de acesso a recursos para desenvolver políticas públicas'', afirma o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), um dos autores do projeto.
Ele cita uma espécie de vácuo regional para justificar a inclusão de mais municípios nas regiões metropolitanas do interior do Paraná. ''Quando foram criadas as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá, elas não foram tangenciadas. Dessa forma, alguns municípios não foram contemplados, mesmo sendo muito próximos dos polos. A distância entre Londrina e Maringá é de apenas 100 quilômetros. Municípios que não pertencem a RMs não têm acesso a vários benefícios, como tarifas de ônibus integradas; recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública vêm mais facilmente para cidades que fazem parte de regiões metropolitanas; e assim por diante'', explica.
Cheida argumenta que o fato de o Governo do Estado historicamente investir pouco nas regiões metropolitanas do interior não impede que mais municípios sejam incorporados por elas. ''O fato de uma RM ter menos municípios não aumenta a integração deles. A integração tem que partir do Estado, e não dos municípios. Isso depende do Governo Estadual. A região de Curitiba teve um grande impulso a partir da instituição da RMC, porque a criação foi acompanhada de projetos e investimentos em várias administrações'', argumenta o deputado. (F.G.)





