Arquivo FolhaSurto ou epidemia?O ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, discorda da avaliação do Programa de Epidemiologia do município e diz que casos registrados apontam para um ‘‘surto’’ da doençaOs trinta casos de sarampo registrados no Rio em agosto são avaliados de forma diferente pelo ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, e as secretarias de Saúde do Estado e do município do Rio. Albuquerque afirmou ontem que se trata de ‘‘um surto’’ da doença. A gerente do Programa de Epidemiologia do município, Cecília Nicolai, discorda. ‘‘Não há dúvida de que se trata de epidemia.’ Logo depois, o Superintendente Estadual de Saúde, Durval Dionísio, anunciou que toda a população adulta do Rio, entre 15 e 39 anos, será vacinada.
O Estado vai pedir carga emergencial de vacinas ao Ministério da Saúde. Estima-se que 6,5 milhões de fluminenses recebam a dose contra o sarampo. Como o estoque no Rio é suficiente apenas para a imunização rotineira, a Fundação Oswaldo Cruz aumentará a produção assim que receber autorização do ministério. A incidência de sarampo é maior na Barra da Tijuca, zona oeste, onde sete casos foram confirmados.
Mas a doença está espalhada por toda a cidade, desde o bairro de Santa Cruz, na zona oeste, e que divide o Rio com a cidade de Itaguaí, até Ipanema, na zona sul. Durante o mês, foram notificados 140 casos da doença, com 30 confirmações. Deste número, a maior concentração - 15 casos - ocorreu entre adultos de 20 a 29 anos. A incidência também foi grande em crianças de até 4 anos - oito delas contraíram o sarampo.

mockup