RJ tem 18 casos da 'doença do peixe cru'
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quinta-feira, 14 de abril de 2005
Agência Estado 
Rio- Pelo menos 18 pessoas foram contaminadas no Estado do Rio de Janeiro pelo parasita Diphyllbothrium latum, presente nos peixes crus e mal cozidos. Nos últimos quatro meses, a capital carioca registrou 13 casos. Em Seropédica, no sul fluminense, foram 5, de agosto a novembro do ano passado. No Rio, os restaurantes especializados em comida japonesa amargam prejuízos, apesar de, até agora, nenhum salmão hospedeiro da moléstia ter sido encontrado no Estado.
Para tentar conter o avanço da parasitose intestinal, que é chamada de difilobotríase e já atingiu 27 pessoas em São Paulo, durante toda a semana técnicos da Vigilância Sanitária do município do Rio fiscalizaram restaurantes de comida japonesa e distribuíram circulares, alertando para as formas ideais de conservação dos peixes.
A Vigilância aguarda a relação de nomes das 13 pessoas contaminadas. ''Queremos fechar o ciclo, saber onde essas pessoas comeram, quais são seus hábitos alimentares e por quais restaurantes passaram'', disse hoje Cláudio Sérgio Bastos, coordenador da Área de Alimentos da Vigilância Sanitária do Rio. Apesar do medo dos consumidores, que têm evitado comer peixe cru, ele afirma que não há motivo para pânico.
''Se o peixe for congelado por sete dias a 20 graus negativos, o parasita morre. Além disso, a pessoa contaminada com o verme consegue eliminá-lo tomando um vermífugo.'' Se os peixes forem cozidos ou fritos também não há problema. O principal sintoma da doença, que pode ficar até dez anos sem se manifestar, é a dor abdominal. Em estágios mais avançados, ocorre anemia.


