Rizzi vai à AL explicar fim de cursos
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quarta-feira, 10 de março de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, teve que dar explicações sobre o cancelamento do vestibular dos 43 cursos das cinco universidades estaduais do Paraná aos deputados estaduais da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Assembléia Legislativa. Rizzi repetiu os argumentos do governo estadual diante de dez deputados e cerca de 40 alunos, a maioria deles do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Os alunos da UEPG promentem fazer uma paralisação geral de estudantes hoje em protesto à falta de professores e ao cancelamento dos vestibulares.
Antes de se explicar na Assembléia, Rizzi teve uma reunião pela manhã com dois alunos e a coordenadora do curso de Enfermagem da UEPG e um membro do Diretório Central de Estudantes (DCE) da universidade. Ele ouviu toda a situação do curso, que está na lista de cancelamentos porque foi aberto em 2002, e também de toda a universidade. ''O secretário não deu esperanças de que o curso vai continuar. Mas pelo menos tivemos a chance de expor toda a situação para que ele possa fazer uma análise mais criteriosa'', afirmou a coordenadora do curso, Arlete Bernine Fernandes e Silva. ''Estamos com falta de 16 professores. Fora isso, temos estrutura e qualidade. Não tem porque fechar'', argumentou o estudante do 2º ano Ana Elisa Casano.
Os alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tinham uma assembléia geral de estudantes marcada para a noite de ontem, onde iria ser decidido quais as atitudes que os alunos vão tomar em relação ao cancelamento do vestibular para os 21 cursos. ''Tivemos uma reunião com o reitor e pudemos concluir que o maior problema é com relação aos cursos da área tecnológia. Vamos tentar mostrar ao governo do Estado a importância desses cursos para o mercado industrial da região'', afirmou o coordenador geral do DCE da UEM, Daniel Marcelino da Silva.


