O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, garantiu ontem que os cursos das faculdades do Norte Pioneiro não serão fechados, mesmo se houver a extinção da Universidade do Estado do Paraná (Unespar) e a anexação das instituições à Universidade Estadual de Londrina (UEL), como prevê o projeto do Executivo que deve ser encaminhado à Assembléia Legislativa ainda este mês.
O cancelamento do vestibular de 43 cursos das cinco universidades estaduais, na última terça-feira, preocupou alunos e a comunidade. ''Na verdade, o que deve ocorrer é uma integração para que estas faculdades possam se beneficiar da estrutura das universidades'', afirmou o secretário. Ele também explicou que os alunos poderão integrar projetos já existentes nos diferentes campi. ''A situação das faculdades de lá (Norte Pioneiro) é diferente da dos 43 cursos que não tiveram um estudo orçamentário'', apontou Rizzi.
No dia 4 de fevereiro, o prédio da reitoria da Unespar, localizado em Jacarezinho, foi fechado pelo governo e o secretário passou a responder pela reitoria. ''Assumimos para resolver a questão do convênio com a universidade de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio) e para diminuir gastos com salários de reitor. Mas isso é provisório'', alegou. A Unespar foi criada há três anos e pretendia unificar 11 faculdades.
Ontem, cerca de 200 alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do ensino médio da cidade protestaram ontem em frente ao Restaurante Universitário (RU) contra a decisão do governo estadual de cancelar o vestibular de 21 cursos da universidade.

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