Ritual da via sacra é feito por moradores de rua
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sexta-feira, 25 de março de 2005
Paulo R. Zulino<br> Agência Estado 
São Paulo - A Pastoral do Povo de Rua realizou na manhã de ontem, na região central de São Paulo, uma via sacra com os moradores de rua e catadores de papel. O padre Júlio Lancelotti, que coordena a entidade, cobrou das autoridades uma resposta ao assassinato de moradores de rua no Centro. Entre os dias 19 e 22 de agosto do ano passado, sete mendigos foram assassinados e outros oito ficaram gravemente feridos na região da Praça Sé. Todos foram atacados à noite e golpeados fortemente na cabeça. O caso ainda não foi resolvido.
A via sacra, que saiu do Largo São Bento, passou pelas sedes da Secretaria de Assistência Social do município, Secretaria de Segurança Pública e Prefeitura de São Paulo. Na época dos crimes, veio à tona a existência de um grupo clandestino que atuaria no Centro da capital extorquindo comerciantes em troca de 'segurança'.
Em janeiro, o procurador-geral da República Rodrigo Pinho designou dois promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para investigar as mortes de moradores de rua e investigar a suposta atuação de um grupo envolvendo policiais civis e militares ligados ao tráfico de drogas. Pinho devolveu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) o inquérito sobre as mortes dos moradores de rua. Ele pretende recolher mais provas para denunciar os suspeitos por crime de homicídio. As informações são da Rádio CBN.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito na zona leste de São Paulo, das 23 horas de sábado até 7 horas de domingo, para a realização da 'Caminhada da Ressurreição', que deverá percorrer 13 quilômetros. A caminhada, que espera reunir cerca de 60 mil pessoas, irá da Penha até São Miguel Paulista. Ao final, na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, onde está a Catedral de São Miguel, será realizada uma missa campal.


