Em casos simples, ''com comportamento clínico leve'', a conduta inicial, segundo o médico, é a observação, já que em duas semanas o problema pode se resolver espontaneamente. Quando há sangramento e o paciente está em situação de risco, o tratamento é feito à base de corticóides. Coelho explica que o tratamento é feito para baixar a imunidade do paciente, para que o seu sistema imunológico pare de destruir as plaquetas.
Mas, o efeito colateral é que o paciente fica com todo o sistema imunológico baixo, não só o ''defeito'', o que predispõe o organismo a outras doenças. Além disso, os corticóides também podem induzir ao diabates (em crianças é raro, segundo o médico), à hipertensão arterial e à gastrite. Ele explica que os efeitos colaterais do medicamento são proporcionais à dose e ao tempo que é utilizado. ''Neste caso não tem opção, pesamos os benefícios e riscos'', enfatiza.
O tratamento, segundo o médico, dura de dois a três meses, com acompanhamento médico posterior. A cura acontece em cerca de 80% dos casos nas crianças. Nos 20% restantes dos casos vira uma púrpura crônica, com outras opções de tratamentos, mas também com imunosupressores. No adulto a resposta ao tratamento é de no máximo 40% de cura. ''Se a pessoa fica por exemplo com 80 mil plaquetas, não é normal, mas já é satisfatório e não é preciso utilizar o medicamento'', exemplifica.
Além da PTI, existem outros tipos de púrpura, a vascular e a simplex. Diferentemente da PTI, que se caracteriza por pontos de coloração vinho, as outras tem cor avermelhada. Coelho explica que a púrpura vascular tem tratamento dermatológico e pode até ter fundo alérgico. Já a simplex é a conhecida ''mancha de nervoso'', sem fatores relacionados, atingindo cerca de 20% da população, principalmente as pessoas de pele clara.(C.P.)

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