Risco de fechar curso de Direito surpreende reitor do Mackenzie
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Por Demétrio Weber 
Brasília, 12 (AE) - O reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, Cláudio Lembo, foi surpreendido hoje ao ser informado de que o curso de Direito da instituição corre o risco de ser fechado pelo Ministério da Educação (MEC). Com 3 mil estudantes, o curso obteve conceito A no Exame Nacional de Cursos, o Provão, dE 98. Em 1997 ficou com B e, em 1996, com A. "As equipes de avaliação do MEC se ativeram a aspectos físicos do prédio e não à qualidade", argumentou o reitor.
De acordo com Lembo, o Mackenzie teve mau desempenho na Avaliação das Condições de Oferta, na qual especialistas do ministério analisaram as instalações físicas, a organização didático-pedagógica (estrutura curricular) e a qualificação dos professores. Na universidade paulista tanto as instalações quanto a organização didático-pedagógica foram consideradas insuficientes. "Enviamos recurso ao MEC e fomos informados de que haveria uma segunda avaliação", disse o reitor.
Quanto às instalações, um dos problemas constatados pelo MEC foi a falta de salas para os professores atenderem alunos nos horários extra-classe. "Nosso prédio não pode ser alterado, pois tem 130 anos e é tombado", justificou. O reitor admitiu que a biblioteca era pequena na época da avaliação. "Já removemos o diretório acadêmico que ocupava uma sala anexa e ampliamos a biblioteca, com acervo de 30 mil volumes", informou.
Lembo defendeu o currículo adotado na instituição que, segundo ele, foi considerado abrangente demais pelos especialistas. "Trata-se de uma concepção filosófica diferente", disse. E criticou o Ministério da Educação: "Acho que há um certo exagero, pois nosso padrão de qualidade é altíssimo".


