O navio Norma bateu em uma pedra a 1,5 quilômetros do Porto de Paranaguá, no último dia 18, 50 minutos depois de zarpar do terminal da Petrobras. Como o navio estava carregado com 22 milhões de litros de nafta - subproduto do petróleo altamente explosivo - o acidente chegou a mobilizar um contingente de 600 pessoas, ligadas à Defesa Civil e a órgãos ambientais.
De acordo com a Petrobras, vazaram na baía cerca de 392 mil litros de nafta. O tanque atingido pelo choque com a pedra tinha 3,9 milhões de litros do produto. O risco de explosão na região era de 90% no dia do acidente. O porto chegou chegou a ser fechado para o tráfego e também embarque e desembarque de mercadorias. O mergulhador Nereu Gouveia, 50 anos, morreu durante a operação para estancar o vazamento.
A Capitania dos Portos abriu um inquérito para apurar as causas do acidente. O prático do Norma, Jarbas Furquim de Campos Filho, 55 anos, chegou a ser preso pela Polícia Federal. Ele e o comandante do navio Jadir José Giambastiani Casartelli, foram autuados no artigo 54 da lei que trata de crimes ambientais. A lei determina a prisão de um a quatro anos e multa para quem polui o meio ambiente. Uma das possibilidades investigadas pela Polícia Federal é que a sinalização com bóias estivesse fora do lugar na baía. (E.T.)

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