Risco de "despejo" amedronta camelôs do Parque do Ibirapuera
São Paulo, 22 (AE) - O risco de "despejo" também apavora os camelôs do Parque do Ibirapuera. A Prefeitura deu até o dia 28 de março para que eles saiam da área. Amanhã (23), a Associação dos Ambulantes do Parque do Ibirapuera vai pedir o apoio do Ministério Público para suspender a medida da administração. A presidente da associação, Antônia Cilei Souza da Silva, de 37 anos, disse que há 193 ambulantes no parque. "Queremos continuar lá ou que a prefeitura nos leve para outra área".
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Carlos Alberto Ungaretti Dias, a medida visa organizar o comércio no parque e, para isso, até sexta-feira, deve sair o edital para contratar empresas. Serão 12 pontos fixos e mais 12 carrinhos. Ele realiza um levantamento sobre o número de pessoas que trabalham no local. "As empresas darão prioridade as essas pessoas na contratação de serviços".
O senador Eduardo Suplicy (PT) vai pedir audiência com o prefeito Celso Pitta (PTN) para discutir a questão. "Frequento o parque há muito tempo e tenho amizade com vários vendedores; alguns até guardam minha carteira enquanto caminho", disse, defendendo a permanência do comércio.
Conhecido por todos como Chico, o vendedor de água e refrigerante, Francisco dos Santos, de 71 anos, trabalha no parque há 42. "Não sei o que fazer se tiver de sair daqui; com o que ganho sustento minha mulher e os netos". Santos ganha em média R$ 30,00 por dia. "O Chico já faz parte da nossa história; quando não tenho dinheiro, peço para pendurar", disse Marcos Piccoli, que caminha no parque todos os dias. (V.R.)





