Capão Bonito, SP, 25 (AE) - O risco de desabamento do forro, atacado por cupins, levou os padres Irineu Travesso e Pedro Martins, responsáveis pela paróquia, a pedir à Diocese de Capão Bonito a interdição da Igreja Matriz da cidade, localizada a 230 quilômetros de São Paulo. Desde o início da semana, os ofícios religiosos estão sendo realizados em um prédio vizinho, onde funcionava uma loja de produtos agropecuários.
A igreja, localizada na praça central e construída no início do século, é a mais antiga da cidade e está incluída entre os bens de interesse histórico. Um grupo de fiéis formado por integrantes das pastorais realizará campanhas para a restauração do prédio. Análise - A interdição da igreja foi decidida durante uma reunião dos padres com o bispo de Itapeva, dom José Moreira de Melo. Uma comissão constituída pelo padre Martins fez uma vistoria na igreja e concluiu que havia risco para os fiéis que frequentam o templo.
Segundo o empresário João Consorte, integrante da comissão, foram constatados problemas graves nas vigas que sustentam o forro e o telhado. Embora grossas, as madeiras estavam parcialmente corroídas por cupins e algumas apresentavam acentuado vergamento. O forro também estava deteriorado pela ação do tempo e infiltração de águas pluviais.
A reforma da igreja vinha sendo cogitada havia alguns anos, mas sofreu vários adiamentos por falta de recursos. Como a diocese não tem verbas para realizar a obra, a própria comunidade decidiu agora que fará a restauração. Por essa razão, ainda não há previsão para o início dos trabalhos. As campanhas para arrecadação de fundos estão sendo lançadas. De acordo com o padre Martins, a restauração não vai alterar as linhas arquitetônicas originais da igreja.

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