A for­ça das ­águas do Rio Ti­ba­gi vai se con­ver­ter em ele­tri­ci­da­de pe­la pri­mei­ra vez na his­tó­ria nos pró­xi­mos ­dias. A in­for­ma­ção é do Con­sór­cio Ener­gé­ti­co Cru­zei­ro do Sul, com­pos­to por Co­pel e Ele­tro­sul, que cons­truiu e vai ope­rar a Usi­na Hi­dre­lé­tri­ca (UHE) ­Mauá, no li­mi­te en­tre os mu­ni­cí­pios de Or­ti­guei­ra e Te­lê­ma­co Bor­ba (Cam­pos Ge­rais), a pri­mei­ra cen­tral elé­tri­ca de uma sé­rie pre­vis­ta pa­ra ser ins­ta­la­da ao lon­go do lei­to do rio.
  Se­gun­do Sér­gio ­Luiz ­Lamy, su­pe­rin­ten­den­te do con­sór­cio, os cha­ma­dos en­saios de co­mis­sio­na­men­tos co­me­ça­ram no iní­cio do mês, quan­do o re­ser­va­tó­rio de 84 qui­lô­me­tros qua­dra­dos atin­giu a co­ta 626,5 (o ín­di­ce equi­va­le a al­tu­ra da ­água re­pre­sa­da em re­la­ção ao ní­vel do mar), pou­co ­mais que o mí­ni­mo pa­ra que a hi­dre­lé­tri­ca pos­sa en­trar em ope­ra­ção.
  A es­tia­gem tor­nou o pro­ces­so dos tes­tes ­mais len­to, ex­pli­ca o su­pe­rin­ten­den­te. ‘‘O ­ideal é que tes­tás­se­mos com a co­ta má­xi­ma, de 635, mas pre­fe­ri­mos ini­ciar os en­saios an­tes ­disso’’, dis­se ­Lamy.
  Os en­saios com a ­água são ne­ces­sá­rio pa­ra tes­tar to­dos os com­po­nen­tes e o de­sem­pe­nho de­les, ex­pli­cou ­Lamy. No iní­cio a ener­gia ain­da não se­rá dis­tri­buí­da pa­ra con­su­mo. A pri­mei­ra uni­da­de ge­ra­do­ra de­ve pro­du­zir co­mer­cial­men­te so­men­te em mea­dos de no­vem­bro.

● Tem capacidade para gerar 361 megawatts, suficientes para abastecer a demanda de um milhão de domicílios

● É a extensão por onde corre o curso d’água. As águas dos rios vão escavando o terreno por onde passam, desgastando lentamente as rochas, e formando o que se chama de leito do rio


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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