São Paulo, 21 (AE) - A Ripasa está procurando um parceiro estratégico que permita acelerar o crescimento, anunciou o presidente da empresa, Osmar Zogbi. De acrodo com ele
uma decisão final sobre o assunto deverá ser adotada no segundo semestre de 2000. A idéia é a empresa ter recursos da ordem de US$ 180 milhões para ampliar as produções de celulose e papel.
Zogbi salientou que, entre 1996, 1997 e 1998, a empresa teve dificuldades. "Fizemos uma ampla reestruturação e, agora, em 99, os resultados são bons; a empresa reagiu como esperávamos; isso é muito bom e nos permite pensar em ampliação de sua produção para que prossigamos a disputa pelo mercado."
Ele admitiu que está analisando a possibilidade de a Ripasa ter um sócio estratégico. "Pensamos isto para acelerar o desenvolvimento; se quisermos crescer de forma mais lenta, vamos usar nossos próprios recursos; se quisermos acelerar, teremos de ter um parceiro externo; a empresa é competitiva e o momento mostra isto com exatidão."
O empresário salientou que "qualquer que seja a decisão
ela será adotada com muita análise". "Com muito estudo; temos amplas condições de fazer isto; a busca está sendo feita; e vamos chegar ao segundo semestre de 2000 analisando a questão e tendo uma decisão."
Entre os planos de Zogbi, estaria a ampliação, com um parceiro estratégico, da produção de 300 mil toneladas de celulose para 420 mil toneladas anuais,e a de papel de 400 mil para 500 mil anuais. "O investimento necessário para isto é da ordem de US$ 180 milhões", afirmou Zogbi.
Hoje, a Ripasa tem de 35% a 40% da produção destinada ao mercado externo. "O mercado ampliou-se não só pela desvalorização do real, mas também pela evolução do preço internacional da celulose; isto é muito bom", disse.
Ele afirmou ainda que a Ripasa desenvolveu dois novos tipos de papéis, com maior valor agregado, na linha de produção - o papel usado para cópias em computadores ou ainda o cuchê, que é usado para fazer revistas e livros. "São produtos com maior valor agregado, o que nos possibilita melhores resultados", explicou. Zogbi vê o futuro como boas perspectivas nas áreas de papel e celulose: "Entendo que temos dois bons anos pela frente; isto de forma conservadora; se fôr mais, melhor ainda."

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