Rio teve dia tranquilo, sem registro de crimes
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sábado, 26 de junho de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio, 27 (AE) - O domingo de sol do carioca ganhou outros ares com o esquema de segurança montado para receber os 48 chefes de governo e Estado que estão no Rio para participar da Cimeira América Latina, Caribe e União Européia. Segundo a Polícia Militar, hoje foi um dia tranquilo, sem registro de crimes. Mesmo sem suas habituais áreas de lazer - pistas do Aterro do Flamengo e das avenidas próximas às praias da zona sul -, que ficaram fechadas, os cariocas foram para as ruas.
A cidade, que costuma ter índices de violência altos, se viu, em quatro dias, ocupada por homens das Forças Armadas. Carros de passeio passaram a dividir as faixas do asfalto com jipes do Exército. Navios voltados para a costa protegem a cidade de qualquer interferência por água, enquanto helicópteros acompanham as comitivas dos chefes de Estado.
Para garantir a segurança foram convocados oito mil homens das Forças Armadas, da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Os locais onde ficarão as autoridades foram meticulasamente vasculhados. Hoje 30 peritos em explosivos da Polícia Federal fizeram a varredura nas suítes dos hotéis Rio Othon Palace e Meridien, onde ficarão os presidentes Fidel Castro, de Cuba, e Alberto Fujimori, do Peru. Também foram criteriosamente vistoriados todos os andares do Museu de Arte Moderna (MAM), local de encontro dos chefes de Estado e de governo.
O coordenador de comunição social do Exército para a Cimeira, coronel Antônio Carlos de Almeida, disse que não há um esquema especial de segurança para o presidente Fujimori. "Montamos o mesmo esquema de segurança para todos os chefes de Estado e de governo", afirmou .Todas as ações e informações do esquema de segurança estão concentradas no Centro de Operações de Segurança Integrada, instalado hoje na sede do Comando Militar do Leste (CML), no centro da cidade. Uma equipe de 20 homens estará se revezando, durante 24 horas, até que seja desmobilizado todo o esquema, na quarta-feira, quando os últimas delegações sairão do País.


