Agência Estado
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CalibradoAparelho de US$ 11 mil pode reduzir altos prejuízos das companhias com reparos em avarias causadas pelas avesO Ministério da Aeronáutica estuda a possibilidade de comprar um equipamento canadense utilizado em aeroportos para afugentar aves, reduzindo o risco de acidentes aéreos provocados por esses animais. O aparelho - o Phoenix Airport Wailer MKIII - emite sons eletrônicos e ruídos de animais, como pios de aves predadoras e latidos de cães, espantando as aves das pistas dos aeroportos.
Técnicos do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Aeronáutica fizeram ontem uma demonstração do equipamento no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O Phoenix é constituído por uma caixa metálica onde ficam armazenados os chips e demais componentes eletrônicos que produzem os ruídos - e tem capacidade para emitir até 94 tipos de sons diferentes. Ele é conectado a quatro caixas de som. À prova d’água, foi projetado para funcionar tanto na neve quanto no deserto e emite sons em intervalos regulares.
Desde o início o Cenipa vem fazendo estudos com equipamentos que podem vir a ser usados em alguns aeroportos brasileiros para diminuir o risco de acidentes aéreos provocados por aves - a escolha será feita pelo Ministério da Aeronáutica e pela Infraero, a partir de relatório elaborado pelo órgão.
Antes do aparelho canadense, o Cenipa fez testes, no Aeroporto de Manaus, com um equipamento alemão que produz um barulho semelhante a tiros de canhão. O produto se mostrou ineficaz, pois com o tempo as aves se acostumaram ao barulho. Em 98 o órgão fará, em Porto Alegre, experiências com gaviões no combate às aves que habitam áreas próximas ao aeroporto.
Segundo o tenente-coronel José Pompeu Brasil Filho, que coordena um programa do Cenipa para prevenção de acidentes aéreos provocados por pássaros, o impacto de uma ave de aproximadamente 3 quilos em um avião a 300 quilômetros por hora é de 6 a 7 toneladas. Brasil afirmou que os aeroportos brasileiros onde há mais aves perto das pistas são os de Manaus, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande.
Segundo ele, o aparelho canadense, que custa cerca de US$ 11 mil, ajudaria a reduzir os gastos das empresas aéreas com reparos em aeronaves danificadas em colisões com pássaros. Em 1995, a Varig gastou cerca de US$ 530 mil com a substituição de componentes de aeronaves danificadas em colisões com pássaros. No ano passado, o prejuízo total foi de US$ 4,6 milhões e, este ano, já chega a US$ 1,2 milhão.

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