Rio, 01 (AE) - O primeiro laboratório de tecnologia oceânica da América Latina está nascendo de uma parceria entre o governo fluminense, empresas petrolíferas e a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trata-se do Tanque Oceânico/UFRJ, uma estrutura de aproximadamente 1,5 mil metros quadrados que será construída na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, com geradores de ondas, correnteza e ventos capazes de reproduzir condições de alto mar.

Atualmente, há no mundo apenas três equipamentos do gênero, um deles na Noruega, usado por empresas do Brasil.
O novo tanque poderá realizar ensaios em escala reduzida de reparos em estruturas oceânicas, como navios, plataformas fixas, flutuantes e amarradas e equipamentos offshore. Um levantamento feito entre os potenciais usuários do novo laboratório -Petrobrás, Marinha do Brasil, companhias de exploração de petróleo offshore, consultores e centros de pesquisa- indicou uma demanda de ocupação anual de 308 dias.
Haveria também atividades secundárias, como testes de manobras de modelos de navios, submarinos e pequenos veículos submersíveis e treinamento de mergulhadores.
O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, disse que o governo estadual tentará financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o projeto. "O Estado do Rio concentra hoje todas as condições logísticas e estratégicas para a instalação de um laboratório com essas características, devido à proximidade dos principais agentes envolvidos com atividades offshore, como o Centro de Pesquisas da Petrobrás", disse ele. A criação do tanque constou da plataforma de campanha do governador Anthony Garotinho (PDT).

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