Rio terá Museu do Rádio
Rio, 01 (AE) - A história do rádio no Brasil vai ser contada em um museu, que deverá funcionar no prédio da Rádio Nacional, a mais importante transmissora nas décadas de 40 e 50. Um projeto de lei do senador Artur da Távola, já aprovado no Senado, pretende aproveitar o arquivo de fotos e gravações originais preservados e mostrar às novas gerações a influência que o rádio teve no País. "Queremos dar ao rádio sua casa definitiva", diz o locutor Osmar Frazão, que apresenta o programa dominical "Histórias da Música", na Nacional (1130 AM). Inaugurada em 1936, a Rádio chegou a ter sete orquestras, que tiveram como maestro Radamés Gnatalli.
Um apaixonado pela MPB (ele chegou a ser entitulado "enciclopédia de música" por Flávio Cavalcanti, em seu programa na TV Tupi), Frazão conta que, no museu, será exposto farto material dos programas de auditório, novelas, músicas histórias curiosas da chamada "era de ouro", em que brilhavam cantores como Linda e Dircinha Batista, Marlene, Emilinha Borba, Ataulfo Alves, Orlando Silva e Francisco Alves. "A Rádio Nacional teve um papel semelhante ao que tem hoje a TV Globo", afirma Frazão. "Só perdeu a força quando a televisão tomou conta, nos anos 50", explica.
O museu recriará o ambiente dos programas de auditório, uma febre na época, e mostrará como eram as gravações das novelas e discos. Frequentar os auditórios das rádios era um ato social da maior significância", explica Frazão. Casos como o de embates de artistas (como Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, por exemplo) através das canções também serão expostos. "É uma história muito rica que tem que ser contada", diz Frazão.
Palestras dadas por artistas da época também constam do projeto, que espera apenas sanção do presidente da República. Procurado pelo Estado, o senador Artur da Távola não foi encontrado para falar sobre seu projeto.





