Rio- A discussão sobre a legalização da maconha promete dividir a orla carioca amanhã. Realizada desde 2002 na cidade, a Marcha da Maconha reunirá defensores da descriminalização da droga em Ipanema, a partir das 14 horas. Perto dali, em Copacabana, pessoas contrárias à idéia farão a caminhada Rio em Defesa da Família, a partir das 9 horas. Os dois grupos não devem se encontrar. ''Nosso objetivo é debater, não afrontar'', afirma o sociólogo Renato Cinco, um dos organizadores da Marcha da Maconha. Segundo Cinco, não haverá apologia às drogas.
O site do movimento (www. marchadamaconha.org) disponibiliza para download máscaras de várias personalidades que, segundo os organizadores, já se manifestaram a favor da legalização da maconha.
Algumas das máscaras têm os desenhos dos artistas Bezerra da Silva, Chico Buarque e Luana Piovani.
O anúncio da marcha irritou a vereadora Silvia Pontes (DEM), que preside a Comissão de Prevenção às Drogas da Câmara de Vereadores do Rio. Foi ela que organizou a reação na orla de Copacabana.
A caminhada deve percorrer o trecho entre a rua Santa Clara e o Posto 6.
A vereadora afirmou que respeita a liberdade de expressão dos manifestantes pró-legalização, mas que é preciso ''marcar posição'' contra as drogas. ''A Marcha da Maconha vai na contramão dos anseios da sociedade'', disse.
Brasília
Programada para acontecer em dez cidades brasileiras e em cerca de 230 no exterior, segundo os organizadores, a Marcha da Maconha foi cancelada ontem em Brasília pela Justiça do Distrito Federal.
O ato já havia sido proibido em três capitais: Salvador, João Pessoa e Cuiabá.
Apesar de ações do Ministério Público, a marcha está mantida em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.
No Distrito Federal, ao pedir à Justiça o cancelamento do evento, os promotores rotularam de suspeita a página de divulgação da marcha na internet. Isso porque ela não contém o domínio ''br''.

mockup