Rio - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, anunciou ontem, no Rio a criação de um grupo de elite formado por agentes da Polícia Federal de diferentes Estados. Esse grupo deve atuar na área de inteligência para combater o tráfico de drogas e de armas e a lavagem de dinheiro. Thomaz Bastos também assinou o convênio que prevê a liberação de recursos para o reaparelhamento das polícias estaduais, depois de se reunir com a governadora do RJ, Rosinha Matheus (PSB).
O ministro informou que entre 30 e 50 agentes, coordenados pelo delegado Luiz Fernando Gomes ''um dos melhores do Brasil'', segundo ele e sob comando direto do diretor geral da PF, Paulo Lacerda, começam a trabalhar na próxima segunda-feira no Estado do Rio. Eles farão parte de missões especiais de inteligência e de operações específicas designadas por Brasília.
Segundo Thomaz Bastos, o governo vai investir grande quantidade de recursos no grupo. ''Será uma unidade que servirá de modelo para outros estados'', disse. A idéia é que a unidade fique baseada primeiro no Rio, dada a gravidade da situação, e depois possa atuar em outros Estados. No próximo dia 14, o ministro volta à cidade para assinar a adesão da governadora ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Os recursos federais prometidos pelo ministro a Rosinha em março R$ 40 milhões para o reaparelhamento das polícias e R$ 1 milhão para a construção do alambrado em volta do complexo de presídios de Bangu foram assegurados ontem, depois que o RJ apresentou um plano com medidas para combater o crime organizado, exigência feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para liberar a verba.
No entanto, não ficou acertada data para o dinheiro entrar de fato nos cofres do Estado. O alambrado de Bangu já começou a ser feito, informou o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos.
As medidas propostas pelo RJ contemplam pontos considerados importantes pelo governo federal, como prevenção ao crime organizado, valorização e qualificação das polícias e, em outra frente, combate à corrupção e violência dos policiais, equipamento da polícia técnica, informatização e controle externo da atividade policial.

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