O Rio de Janeiro terá centros de tratamento do vitiligo inspirado nos moldes cubanos, país que é referência na cura da doença. Estima-se que 150 mil pessoas sofram do mal em todo o Estado. Um acordo de cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde e o governo cubano vai permitir a importação 600 mil frascos do medicamento melagenina - criado por cientistas daquele país a partir da placenta - e a transferência da tecnologia para a fabricação do remédio no Instituto Vital Brazil, em Niterói, no Grande Rio.
A melagenina consegue reverter a despigmentação da pele provocada pelo vitiligo, que pode chegar a tomar todo o corpo. Nos casos mais graves, o remédio recupera até 80% do tom da pele. ‘‘Essa doença não é fatal, mas é esteticamente feia e o paciente é muitas vezes discriminado’’, disse o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, que passou uma semana em Cuba para acertar convênios.
O primeiro centro deverá ser inaugurado em julho. O local ainda não foi escolhido. ‘‘Não será uma unidade hospitalar. O paciente de vitiligo não precisa estar em hospital’’, disse Cantarino. O governo vai construir três centros - dois deles no interior. Antes de iniciar o atendimento, cinco dermatologistas da secretaria serão treinados no Centro de Histoterapia Placentária, em Cuba. Lá, eles aprenderão também a produzir a melagenina. ‘‘No futuro, vamos treinar pessoal para fazer a captação de placenta nos hospitais, para darmos início à produção’’, afirmou o secretário.
O governo vai adquirir cada frasco do remédio a US$ 10. Em Cuba, o medicamento é vendido a estrangeiros por US$ 25 e, no Brasil, o preço é R$ 50. Os pacientes da secretaria receberão tratamento gratuito. A idéia do secretário é de, no futuro, receber pacientes de outros Estados.

mockup