Rio, 10 (AE) - Até o fim deste ano o Rio terá aproximadamente mil Comissões de Conciliação Prévia (CCP) - instrumento que dará a patrões e empregados autonomia para resolverem conflitos trabalhistas. A estimativa foi feita hoje pelo ministro do Trabalho e Emprego, Francisco Dornelles, durante cerimônia de assinatura da convenção coletiva entre lojistas e empregados do comércio que criou a primeira CCP do município.
"Poderemos solucionar em semanas pendências que levam de seis a sete anos para serem resolvidas na Justiça do Trabalho", afirmou o ministro. "Ao final desse tempo, os trabalhadores acabam fazendo um acordo e recebendo bem menos do que pleiteavam." O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Otto Roma, concordou com o ministro. "A partir do momento em que diminuiu o número de juízes classistas, a criação das comissões é vantajosa para nós porque evita longas ações na Justiça", disse.
Roma lembrou ainda que as comissões não são propriamente uma novidade para o sindicato, que vem negociando acordos trabalhistas dessa forma desde 1980. "Vamos só fazer pequenas adaptações", afirmou. Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio, Sylvio de Siqueira Cunha, a criação da CCP é vantajosa para todos. "Trará inúmeros benefícios não só para empregados e empregadores, que poderão solucionar conflitos de maneira ágil e amistosa, mas também para a Justiça do Trabalho, que passará a receber uma carga menor de processos", disse.
Na convenção coletiva assinada hoje ficou acertado que os empregados que trabalharem aos domingos e feriados deverão cumprir diariamente uma jornada de seis horas e terão direito a pagamento de adicionais de 60% a 80% em horas-extras. Além disso
terão direito a uma folga na semana subsequente ao trabalho. "Os lojistas de rua que quiserem funcionar aos domingos e feriados terão que acatar a convenção na íntegra, alterando a jornada de trabalho de seus empregados", explicou Roma.

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