Rio- Mais um caso suspeito de febre maculosa, o quarto, foi registrado no Rio. Uma senhora que esteve na pousada Capim Limão, em Itaipava (distrito de Petrópolis), há poucas semanas, foi internada domingo em uma
clínica na Gávea (zona sul do Rio).
Testes preliminares da Fiocruz foram negativos para a presença da bactéria Rickettisia rickettsii, transmitida pelo carrapato-estrela. A pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz Elba Sampaio de Lemos disse ontem que os resultados dos exames podem dar negativo, sem que isso signifique que eles não contraíram a doença. ''Os anticorpos demoram, em média, cerca de dez dias para aparecerem.''
A infecção pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pelo carrapato-estrela, ainda não foi descartada, pois as amostras podem ter sido colhidas antes da produção de anticorpos. ''É um resultado preliminar. Vamos continuar investigando. Continua a possibilidade de febre maculosa'', destacou o diretor do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, Aloisio Ribeiro Neto.
Segundo ele, na quinta-feira serão colhidas amostras de sangue dos funcionários da pousada Capim Limão, em Itaipava (região serrana), onde estiveram hospedados as três supostas vítimas da febre maculosa. Também serão analisadas amostras de cavalos, bois e cachorros encontrados nas proximidades do estabelecimento.
Nova vistoria feita ontem na pousada demonstrou, mais uma vez, que não há carrapatos dentro do estabelecimento. Na semana passada, um foco foi encontrado na trilha que separa o terreno de uma propriedade vizinha.

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