Rio tem hoje seu Dia D contra a dengue
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sexta-feira, 08 de março de 2002
Agência Estado 
Rio - Cerca de 50 mil pessoas deverão participar hoje da grande mobilização para combater focos do mosquito da dengue no Rio de Janeiro. Com o dia D (como está sendo chamada a megaoperação contra o Aedes aegypti), o Ministério da Saúde pretende dar início ao controle efetivo da epidemia que, no Estado, já fez mais de 70 mil vítimas e matou 27 pessoas. Nós achamos que, depois do dia D, a epidemia não dura mais do que 30 dias, afirmou Mauro Costa, presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o órgão do ministério responsável pelo controle de doenças tropicais, como dengue, febre amarela, malária etc.
O próprio ministro da Saúde, Barjas Negri, será o responsável pela operação de hoje. Ontem, ele fez um pronunciamento na TV pedindo que a população faça sua parte na luta contra os focos do mosquito. O ministério tem insistido que, sem a ajuda da população, será impossível acabar com a doença, já que 90% dos focos estão dentro dos domicílios.
Hoje, às 9 horas, Negri participa da abertura dos trabalhos em uma cerimônia na Quinta da Boa Vista, localizada em uma das regiões da cidade mais infestadas pelo mosquito.
Deverão participar do dia D militares do Exército e Marinha, bombeiros, agentes de saúde municipais e estaduais, defesa civil, voluntários de associações de moradores, Viva Rio, Igreja Católica, escolas de samba e até universidades. É importante que o trabalho para acabar com o mosquito seja permanente e aconteça sempre, mas tenho certeza que o dia D vai ajudar na queda da doença, afirmou o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino.
Para o secretário, ainda é cedo para prever uma queda na epidemia. O calor e as chuvas de março são dois fatores que ajudam na reprodução do Aedes aegypti. Por isso, não podemos achar que já ganhamos a guerra, declarou.
O trabalho contra a dengue no Rio não acaba hoje. Na segunda-feira, os 1.300 militares e mais os 1.044 agentes da Funasa (deslocados de outras regiões para o Rio desde fevereiro) continuam visitando casas e prédios. A previsão do ministério é que esses 2.344 homens mantenham suas atividades no Estado por, pelo menos, mais 30 dias e, nesse período, visitem 1 milhão de residências.


