Rio tem delegacia antipirataria
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Karine Rodrigues<br> Agência Estado 
Rio - O País deixa de arrecadar, anualmente, R$ 6 bilhões em impostos por causa da falsificação de apenas quatro produtos: combustível, cigarro, cerveja e refrigerante. No Estado de São Paulo, o número chega a R$ 800 milhões. Para reduzir o prejuízo, a iniciativa privada investiu R$ 400 mil em uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública para criar a primeira delegacia antipirataria do País, inaugurada ontem em São Cristóvão (zona norte do Rio).
O principal alvo da Delegacia de Repressão ao Crime contra a Propriedade Imaterial (DRCPI), que também vai atuar no combate ao contrabando e à fraude fiscal, é o atacadista. ''Para nós, não interessa tanto ir atrás de camelô. Ele é um mero distribuidor de produtos. Há grandes operadores atuando no País e são eles que nós temos que pegar'', observou Emerson Kapaz, presidente executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, entidade que, junto com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação intermediou a negociação entre as empresas e o governo do Estado.
Os recursos para a construção da delegacia, que tem uma equipe de 35 pessoas e vai contar com apoio do Disque-Denúncia, foram repassados pela Kaiser, Coca-Cola, Pepsi, Ambev e Sousa Cruz. A delegacia, segundo Kapaz, é um projeto-piloto, e pode ser levado para outros Estados. ''Se a delegacia der resultado, que eu acredito que vai dar, vamos abrir outras'', disse, ressaltando que o crime de pirataria também está sendo investigado por uma CPI da Câmara dos Deputados que já tem 11 nomes de operadores que autuam na fronteira com o Paraguai.


