O índice de oxigênio nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, chegou a zero na manhã de ontem. Para evitar nova mortandade de peixes - em março 140 toneladas de peixes morreram por falta de oxigênio -, as secretarias municipal e estadual de Meio Ambiente autorizaram a pesca intensiva durante a madrugada. Os pescadores retiraram 6 toneladas de peixe - seis vezes mais do que a média diária. O pescado foi enviado para Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde será usado como ração em fazendas de camarão.
As secretarias de Meio Ambiente haviam alertado, na tarde de anteontem, para o risco de mortandade de peixe. Uma sonda da secretaria municipal - que faz medições nas águas a cada 90 minutos - identificou índice de 1 miligrama de oxigênio por litro d’água. O ideal fica em torno de 5 mg/l.
O biólogo Mário Moscatelli culpa o despejo intermitente de esgoto clandestino pelos desastres ambientais de que a lagoa tem sido vítima. O secretário de Meio Ambiente, Maurício Lobo, reconheceu que o lançamento de dejetos é um dos maiores problemas da Rodrigo de Freitas, mas refutou os argumentos de Moscatelli.

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