O Rio de Janeiro vai se candidatar ao título de
Patrimômio da Humanidade, dado pela Unesco, órgão cultural das Nações Unidas, às cidades ou bairros que merecem ser preservados por sua importância mundial. Uma comissão dos Ministérios do Meio Ambiente e da Cultura deve se reunir no início de setembro para estudar como fazer a proposta no ano que vem. Se concedido, será a primeira vez que o título vai para toda a área de uma metrópole. Até agora, só cidades pequenas ou bairros de cidades grandes haviam sido contempladas.
O Rio se candidata no quesito paisagem cultural, conceito criado recentemente pela Unesco e no qual já se classificaram as cidades de Siena na província da Toscana, na Itália, e Sintra, em Portugal. O Rio seria a terceira cidade a receber o título dentro desse conceito. ‘‘Aqui, importam a paisagem natural e a forma como o homem se relacionou com ela’’, explica diretor regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Rio, José Pessoa, um dos oito técnicos da comissão.
Segundo Pessoa, a Unesco concede o título a áreas que comprovem ter características excepcionais de importância mundial. O primeiro passo é enviar um dossiê ao órgão, que demora cerca de um ano para decidir, sempre no primeiro semestre. ‘‘Portanto, a nossa candidatura só se concretizará em 2002’’, avisa Pessoa. ‘‘Com o título, a cidade ganha linhas de crédito privilegiadas, mas na verdade, ele é um excelente marketing.’’
As outras cidades ou áreas brasileiras que são Patrimônio da Humanidade têm importância histórica: Ouro Preto, em Minas Gerais, devido à memória da mineração; Olinda, por ser o testemunho da expansão ibérica no Renascimento: e Brasília por ser um março arquitetônico.

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