Rio Preto faz mega-arrastão para combater a dengue
São José do Rio Preto, SP, 02 (AE) - Cerca de 500 operários e agentes sanitários, divididos em 11 grupos, realizaram um mega-arrastão em bairros de São José do Rio Preto (445 quilômetros de São Paulo) para combater a dengue. Criadouros do mosquito aedes aegipty também estão sendo eliminados em cidades vizinhas. "Os números são preocupantes", disse a diretora regional da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Sirle Scandar. Foram registrados na região, no primeiro trimestre, 1.612 casos de dengue clássica, superando em 25% as 1,2 mil notificações do ano passado.
No município de São José do Rio Preto ocorreram 836 casos nos três primeiros meses do ano (746 casos em 98; 250, em Riolândia, um doente para cada 30 habitantes); 142 em José Bonifácio; 114 em Paulo de Farias. Há dois casos suspeitos de dengue hemorrágica. Em janeiro, uma menina de 10 anos contraiu a hemorrágica em Riolândia e recuperou-se após permanecer 15 dias internada na Santa Casa de Votuporanga.
O mega-arrastão em São José do Rio Preto, iniciado na segunda-feira passada, foi suspenso hoje e recomeça segunda-feira. A intenção é eliminar os criadouros do aedes existentes em quintais e residências, terrenos baldios, prédios abandonados, borracharias, oficinas e em outros estabelecimentos. O trabalho terminará dia 10.
"A população está contribuindo para a proliferação do mosquito, apesar das campanhas educativas", disse Sirle Scandar. São encontrados, na maioria das casas, recipientes (vasos, garrafas, latas e outros objetos) com larvas do mosquito. Moradores dos bairros da zona norte de São José do Rio Preto armazenam água tratada em baldes, tambores e bacias, uma vez que há racionamento do líquido. "Esses recipientes devem ser tampados, uma vez que o mosquito pode depositar larvas neles", explica Sirle.
Os bairros da cidade mais atingidos pela dengue são Eldorado, Santo Antonio, Anchieta, Jaguaré e São Francisco. Moradores do João Paulo II estão dificultando a retirada de entulhos de suas casas, e a Vigilância Sanitária Municipal deverá pedir ajuda policial para que a equipe de saúde possa eliminar os criadouros do aedes. São José do Rio Preto e Santos são as regiões com maior número de casos de dengue, no Estado de São Paulo.





