A polícia espera chegar com mais facilidades aos assassinos da estudante Ana Carolina da Costa Lino, de 18 anos, depois da oferta de prêmio de R$ 10 mil feita pelo governador Marcello Alencar (PSDB), para quem der informações sobre os criminosos. Filha do joalheiro Franklin da Costa Lino, ela foi morta a tiros. O crime aconteceu no final da noite de terça-feira passada na saída do Túnel Santa Bárbara, no bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio, a 200 metros do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado.
Ana Carolina dirigia o seu Renault e estava acompanhada da prima e agora principal testemunha do crime, Ana Paula Lobato, também de 18 anos. Elas foram interceptadas por um Fiat com quatro homens que tentaram assaltá-las e fizeram vários disparos. As duas voltavam de um curso pré-vestibular quando sofreram o atentado.
Segundo amigos e colegas, Ana Carolina, que se preparava para tentar uma vaga numa faculdade de administração de empresas, era uma pessoa alegre e feliz e que sempre estava pronta a ajudar quem estivesse em dificuldades. O crime chocou o Rio de Janeiro e teve repercussão em todo o País.
Os tiros mataram Ana Carolina. Sua prima nada sofreu. O assassinato foi reconstituído no final da noite de sexta-feira e o prêmio para quem fornecer informações sobre os criminosos foi oferecido por Alencar na tarde de sábado.
As informações podem ser para o Disque-Denúncia (021-271-1153) que só ontem recebeu 24 chamadas relativas ao crime. ‘‘Há pelo menos três grupos de denúncias consistentes, dentro de uma linha de investigação’’, afirmou o superintendente da Associação Rio contra o Crime, que gerencia o serviço de denúncias, Zeca Borges.
A recompensa é a maior já paga. Os R$ 10 mil serão pagos com a venda de um Fiat Uno e de um Jipe - prêmios destinados à raspadinha da Loterj, que não foram retirados pelos ganhadores no prazo. Uma ligação para o Disque-Denúncia, na sexta-feira, pemitiu a prisão de Max Amaro da Cruz, de 25 anos. Ele é suspeito de ter participado do assassinato de Ana Carolina. Cruz negou o crime durante as cinco horas de depoimento ao delegado Márcio Franco, da Secretaria de Polícia Civil, que investiga o caso.

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