Rio lembra a Paixão de Cristo com encenação
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quinta-feira, 01 de abril de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 02 (AE) - Dia de jejum e abstinência para os católicos, a Sexta-Feira Santa foi celebrada hoje com a Solene Função Litúrgica Comemorativa da Paixão e Morte de Cristo, realizada na Catedral Metropolitana, e com a Procissão do Senhor Morto, que percorreu as principais ruas do centro da cidade. As celebrações de hoje foram encerradas com o Auto da Paixão de Cristo, encenado nos Arcos da Lapa por 126 atores.
As celebrações tiveram início às 15h, na Catedral Metropolitana, no centro, com a função litúrgica, uma vez que, neste dia, não são celebradas missas em nenhuma igreja católica do mundo. "Os princípios morais são os alicerces da sociedade"
afirmou o cardeal-arcebispo do Rio, d. Eugênio Sales, que presidiu a função litúrgica. "Que a fé de Cristo seja a bandeira do Brasil." Ao final da cerimônia, partiu da catedral a tradicional Procissão do Senhor Morto.
Centenas de fiéis acompanharam a procissão, que percorreu as principais ruas do centro e, já no início da noite, voltou à catedral. Após a chegada ao templo, as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores ficaram expostas à visitação dos fiéis.
Estava previsto para começar às 19h de hoje o Auto da Paixão de Cristo, nos Arcos da Lapa. A estimativa da Arquidiocese do Rio era de que 60 mil pessoas assistissem ao espetáculo, encenado por 126 atores, entre eles o vereador Antônio Pitanga, no papel do evangelista João, e o ator Tonico Pereira, que representou Judas.


