Rio investiga falsificação de remédios
Rio investiga
falsificação
de remédios
Clarissa Thomé
Especial para a AE
O chefe do Setor de Farmácias da Coordenadoria de Fiscalização Sanitária (CFS) do Rio, Celso Luís Fernandes, foi afastado do cargo. Ele é acusado de falsificar a assinatura do coordenador da CFS, Edimilson Migowski, em licenças que permitem o funcionamento das farmácias. Durante fiscalizações em farmácias do Estado, em busca de medicamentos falsificados, Migowski encontrou documentos assinados por Fernandes em estabelecimentos de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Leblon, na zona sul.
As licenças precisam ter duas assinaturas, a minha e a do chefe de Farmácias, explicou Migowski. Alguns documentos tinham apenas o meu nome, falsificado, e em outros aparecia ao lado da assinatura de Fernandes. O setor de Farmácias foi fechado ontem para sindicância interna. O caso também foi registrado na Delegacia do Leblon, bairro em que foram encontradas as últimas falsificações.
Nos últimos 40 dias, a CFS vistoriou 70 estabelecimentos - foram interditadas 34 farmácias, quatro distribuidoras de remédio, duas indústrias de cosméticos e uma indústria farmacêutica. Desde que começaram as fiscalizações, Migowski tem recebido ameaças de morte.
Ontem o coordenador convocou a imprensa para desmentir boatos de que estaria deixando o cargo. Migowski chorou ao comentar o caso dos remédios falsificados. Sou pediatra e não posso admitir que crianças morram acreditando que estão sendo medicadas, afirmou. Ele garantiu que as fiscalizações vão continuar.





