Rio, 04 (AE) - Você sabia que o dinossauro mais antigo do mundo viveu no Rio Grande do Sul? Que em Minas Gerais são encontrados imensos blocos de minerais raros? E que o amoentes, molusco gigante com mais de meio metro de diâmetro vivia em Sergipe? Estas informações vão estar à disposição do público a partir de abril, quando o 9º Distrito do Departamento Nacional de Produtos Minerais (DNPM) abre o Museu das Ciências da Terra, no Rio.
A iniciativa é resultado Corredor Cultural da Urca, união de várias instituições científico-culturais do bairro onde fica o Pão de Acúçar. Os alunos de Museologia da Uni-Rio, situada próximo, cuidarão do acervo e das exposições que ocuparão duas grandes salas de um prédio do início do século. "Temos um acervo importante e não faz sentido deixá-lo escondido do grande público", comentou o diretor do DNPM, Diógenes de Almeida Campos.
"São 35 mil fósseis, minerais, rochas e meteoritos classificados e outro tanto a classificar", conta Diógenes mostrando com entusiasmo crânios, ossos e carcaças de animais que viveram no Brasil há mais de 80 milhões de anos. "Nossa intenção é mostrar também as pesquisas desenvolvidas tanto na área acadêmica quanto no desenvolvimento de novas tecnologias e materiais". A coleção do DNPM do Rio só perde para a da Escola de Minas, de Ouro Preto, porque as pedras brasileiras principais são encontradas na região.
Mas para ver gemas brasileiras é preciso sair do Brasil e visitar, de preferência, os museus Smithssonian e de História Natural, de Nova York. "Eles têm um programa de compra de predras preciosas e nós só as coletamos", justifica Campos. Mostra - A primeira exposição do futuro museu será sobre os dinossauros o estauricossauro, o mais antigo do mundo, com idade calculada em 235 milhões de anos vai ter uma réplica exposta. O original está na Universidade de Havard, nos Estados Unidos, mas o haverá crânios e carcaças originais do dissinodonte (animal contemporâneo do dinossauro, que derivou nos mamíferos), crocodilos que tinham mais de dez metros de comprimento e outros animais da mesma época.
"Vamos começar mostrando o ambiente em que viveu o dinossauro porque hoje todos estão interessados em saber mais sobre esses animais", adianta Campos. "Mas nossa intenção é mostrar todo o acervo de modo que o leigo saia daqui sabendo do que é um mineral, uma rocha, um fóssil e para que servem".

mockup