Rio, 27 (AE) - Comissões de representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde vão começar na próxima semana a fazer uma revisão nos números de óbitos ocorridos nos últimos dois anos nos hospitais da rede pública e privada. Esses dados foram pedidos pela delegada de Homicídios, Marta Cavalliere, que quer investigar se existe casos semelhantes ao do auxiliar de enfermagem, Edson Izidoro Guimarães, de 42 anos, acusado de matar quatro pacientes no Hospital Salgado Filho, na zona norte do Rio.
"Essas informações serão valiosas para descobrir se ocorreram crimes iguais aos praticados por Guimarães", disse a delegada. As estatísticas serão anexadas ao segundo inquérito que a delegada abriu, havia duas semanas, para investigar a existência de "mafia das funerárias" em hospitais da rede pública e privada com o suposto envolvimento de funcionários, além de apurar a fraude de seguros por acidentes e o tráfico de órgãos.
No dia 7, o juiz do 3º Tribunal de Justiça do Rio, Mário Guimarães, vai ouvir o depoimento da auxiliar de serviços gerais
Cátia Rodrigues Honório da Silva, principal testemunha de acusação. Ela denunciou Guimarães à direção do Hospital Salgado Filho e confessou na polícia ter visto que o auxiliar de enfermagem aplicava uma injeção de cloreto de potássio em uma paciente, que morreu em seguida. Também prestará depoimento a colega de plantão de Guimarães, a enfermeira Maria do Carmo Santos, e o diretor da unidade, Flávio Adolpho Silveira.

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