Rio faz festa para os 75 anos do Cristo Redentor
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quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Clarissa Thomé<br> Agência Estado 
Rio - A estátua do Cristo Redentor completou ontem 75 anos com festa e um presente: a Capela Nossa Senhora de Aparecida, aos pés do monumento, será transformada em santuário. Com a mudança de status, ali poderão ser celebrados, a partir do ano que vem, durante o dia, batizados e casamentos. O local também deve se tornar um ponto de peregrinação.
A capela, que hoje tem espaço para apenas 50 fiéis, passará por reforma, cujo início foi abençoado ontem pelo arcebispo do Rio, dom Eusébio Oscar Scheid. O decreto que cria o Santuário do Cristo Redentor devolve ao local sua função primitiva, que era a de ser um ponto de peregrinação religiosa, comemorou o historiador Milton Teixeira, especialista em Rio de Janeiro.
Centenas de fiéis compareceram à festa realizada em um dos principais cartões-postais da cidade. A programação de ontem no Cristo teve missa rezada pelo arcebispo. Dom Eusébio leu uma mensagem do Papa Bento XVI pela passagem dos 75 anos do monumento.
Um toque especial às comemorações foi dado pela apresentação do Trio Chausson, que veio ao Rio a convite do Consulado Geral da França. O violoncelista Antoine Landowski, integrante do grupo, é bisneto do escultor francês Paul Landowski, que participou da construção do monumento com o brasileiro Heitor da Silva Costa.
O Cristo foi inaugurado em 1931, depois de quatro anos de obras. Foram necessárias 1.145 toneladas de pedra-sabão, que subiram o morro do Corcovado por trem. Adelaide da Luz, filha do primeiro administrador do Corcovado, acompanhou a construção - na época tinha seis anos. Eu sempre colocava a mãozinha em uma peça. Depois eu vim assistir à inauguração no palco, lembrou ela, hoje com 81 anos.
Também durante a solenidade, os Correios lançaram um selo comemorativo pela data e a Arquidiocese do Rio entregou o Prêmio Cristo Redentor a personalidades e instituições que colaboram com a manutenção da estátua, entre elas a Fundação Roberto Marinho. A programação foi encerrada com o hino Cidade Maravilhosa, cantado por Elba Ramalho e Felipe Dylon, acompanhados pelo Trio Chausson e a Banda Cristo Redentor.


