Rio, 10 (AE) - A Secretaria Municipal de Saúde do Rio lança no dia 21 uma campanha contra a sífilis, terceira causa de morte de bebês no município, só superada por mortes de prematuros e por distúrbios respiratórios. No ano passado foram registrados 718 casos de gestantes com a doença e cerca de 70 mortes. Além de exames para detectar a sífilis em mulheres grávidas, a campanha prevê a reciclagem de profissionais de saúde para que orientem melhor as portadoras da doença.
A assessora da Superintendência de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde, Kátia Ratto, disse que a sífilis na mulher é uma doença quase invisível. "Isso dificulta o diagnóstico e atrapalha um tratamento, que é muito simples", afirmou.
De acordo com os dados da secretaria, a sífilis, doença sexualmente transmissível, atinge 3,5% das gestantes brasileiras. Só no Rio, entre 1996 e 1998, foram registrados 1.753 casos. Nos últimos três anos, a incidência da doença no município aumentou 50%, mas a assessora atribui a alteração ao aumento de notificações.
Durante a campanha, de um mês, serão feitos exames (VDRL) nas gestantes nos 92 postos de saúde do município que fazem pré-natal. O resultado sai em 15 minutos. Caso a mulher esteja contaminada, tomará imediatamente uma injeção de penicilina, o melhor tratamento para a doença. "Ela sairá do posto com a data da segunda aplicação marcada e uma notificação para que o marido também faça o tratamento", disse Kátia.
Após a campanha, os postos continuarão a fazer o exame de sífilis que, segundo Kátia, custa ao governo R$ 0,017. A meta da Organização Mundial de Saúde é erradicar a doença no País até o próximo ano.

mockup