Rio faz acordo de cooperação científica com New Jersey
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sábado, 13 de março de 1999
Por Gilse Guedes 
Rio, 14 (AE) - O governo do Estado americano de New Jersey fará um trabalho de cooperação científica com o governo do Estado do Rio de Janeiro nas áreas farmacêutica e de meio ambiente. A governadora de New Jersey, Christine Todd Whitman, e empresários norte-americanos visitaram hoje o Jardim Botânico e o setor de plantas do laboratório Flora Medicinal, parceiro privado da instituição, para conhecer o que está sendo desenvolvido na área de medicamentos fitoterápicos.
Dentro de um protocolo de cooperação científica a ser assinado pelos governos de New Jersey e do Rio, será firmado um convênio entre o laboratório e o Estado norte-americano de ampliação da capacidade de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos, segundo informou hoje o diretor do Flora Medicinal, Ricardo Henriques.
Christine, que hoje se reunirá com o governador do Rio, Anthony Garotinho, ficou interessada nas pesquisas com plantas medicinais do laboratório em razão da grande demanda de produtos naturais para tratamentos de saúde nos Estados Unidos. Henriques afirmou que, a partir do convênio, será intensificado o desenvolvimento de produtos fitoterápicos.
Henriques citou como exemplo da importância de estudos nessa área a recente comprovação pelo departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFCe) do poder antiinflamatório do medicamento Rheumoflora para tratamento de doenças reumáticas. O Rheumoflora
do Flora Medicinal, é elaborada à base de raízes de Cainca e Samambaia e tem um efeito farmacológico semelhante à droga indometacina, um dos mais potentes antinflamatórios, porém sem causar intolerância gástrica ou efeito colateral importante.
Teste complementares da UFCe indicaram ainda que o Rheumoflora tem uma ação analgésica potente, com ação tanto na fase inicial quanto na fase tardia da dor. Segundo o diretor médico do laboratório, Alex Botsaris, foram realizados vários testes em ratos para avaliar a eficácia do medicamento. Em um segundo estudo feito pelo departamento de Farmacologia Básica e Clínica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também não foram verificados efeitos colaterais em testes com ratos. Botsaris alertou, no entanto, para que o consumo seja feito apenas com orientação médica.


