Rio de Janeiro - A Secretaria Municipal de Saúde do Rio entrou ontem em estado de alerta depois de ter notificado 327 casos de dengue na cidade. Os números aumentaram devido às inundações provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o Estado nas últimas semanas. Os ovos do mosquito da dengue, o Aedes Aegypti, se proliferam em água parada.
Segundo o subsecretário de saúde do município do Rio, Mauro Marzochi, existe o risco de uma epidemia de dengue tipo 3, a mais grave, que pode evoluir para a dengue hemorrágica. Ele informou que Bonsucesso é o caso com maior número de notificações, chegando a 44 casos. No ano passado, em todo o Rio de Janeiro foram registrados 25.825 casos da doença. Este ano, a secretaria está contratando mil agentes para reforçar a equipe de 1.500 pessoas que eliminam os focos do mosquito.
A prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, confirmou ontem a primeira morte por leptospirose, desde que a cidade foi atingida por fortes chuvas, no fim do mês passado. A vítima é Luiz Carlos de Souza, de 51 anos, morador do bairro Bingen, um dos mais atingidos pelos temporais. Souza foi internado em 4 de janeiro e morreu dois dias depois. Ele desenvolveu a forma hemorrágica da leptospirose. Em todo o município, quatro pessoas tiveram a doença confirmada. Uma delas, uma mulher, permanece internada. Seu estado de sa© úde é estável. Há 21 casos suspeitos.
Desde o início dos temporais em Petrópolis, 29 moradores apresentaram sintomas da leptospirose - febre, dor no corpo, principalmente nas panturrilhas, mal - estar, e icterícia. Somente quatro casos foram descartados, até agora. A doença é transmitida pelo contato com a urina do rato ou outro animal infectado. Nos casos de enchente, a urina se espalha, podendo provocar epidemias. Os sinais da doença aparecem em média de sete a 10 dias depois do contato com a bactéria leptospira e nos casos mais graves pode haver comprometimento hepático e renal do paciente, ou pode apresentar formas hemorrágicas.

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