Rio confirma 17 casos de hepatite A em escola municipal
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 23 (AE) - A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou, hoje, a ocorrência de 17 casos de hepatite A entre os alunos da Escola Municipal Lourenço Filho, no Grajaú, zona norte da cidade. Segundo a secretaria, os alunos não contraíram a doença na escola porque vistorias feitas nas caixas dágua não encontraram nenhuma irregularidade. No colégio, onde estudam alunos de dez a 17 anos, não foram encontrados possíveis focos de contaminação. Um laboratório particular doou doses de vacinas contra a hepatite que começarão aplicadas na próxima semana.
Os primeiros casos ocorreram na semana passada, quando cinco alunos apresentaram os sintomas da doença - náuseas, vômitos e dores abdominais - além de olhos amarelados, urina escura e fezes esbranquiçadas. "As investigações ainda estão em andamento, mas tudo indica que o surto deve ter sido causado por transmissão interpessoal, ou seja, um aluno pegou e foi passando para os outros", explicou a médica Cecília Nicolai, da Vigilânica Epidemiológica da Secretaria da Saúde. O hepatite A é transmitida por vírus.
"As crianças têm hábitos anti-higiênicos, como não lavar as mãos após a ida ao banheiro e compartilhar copos e alimentos com outras crianças, o que propicia a propagação do vírus que provoca a doença", argumentou Cecília. A diretora da escola, Mary Rosa David, informou que está distribuindo questionários para descobrir os hábitos dos alunos, para chegar à causa da contaminação. Além disso, será feita uma campanha junto aos pais e alunos visando redobrar a atenção dada à higiene pessoal. Os alunos doentes, que têm entre dez anos e 14 anos, não estão frequentando as aulas para não contaminarem os demais. O tratamento da hepatite A é feito com repouso e ingestão de líquidos.


