Rio, 03 (AE) - A Secretaria de Segurança Pública do Rio vai implantar, a partir da próxima semana - quinta-feira, provavelmente -, um novo esquema de policiamento em toda cidade. Orçado em R$ 1,2 milhão e com participação de, pelo menos, 400 policiais, a operação pretende aumentar a tranqulidade dos turistas que visitarão a cidade durante o carnaval. "O novo policiamento vai garantir a paz na cidade", afirmou o secretário de Segurança do Rio, general José Siqueira da Silva.
O projeto será divido em duas etapas. Na primeira, o Grupamento Especial de Policiamento em áreas de Interesse Turístico (Gepat) vai cuidar do trecho entre o Aeroporto Internacional do Rio, na Ilha do Governador, na zona norte, e a Praia do Leblon, na zona sul, onde no domingo um tiroteio provocou pânico entre os banhistas.
Em março, será implantada a segunda fase do projeto, com a extensão do policiamento na orla entre São Conrado, na zona sul, e Recreio dos Bandeirantes, zona oeste. Ocupação social - De acordo com o secretário, a polícia também irá ocupar quatro localidades carentes - duas nas zonas norte ou oeste, e outras duas na Baixada Fluminense, após o carnaval. Os nomes dos locais não foram divulgados para não atrapalhar a operação.
O programa denominado "projeto de ocupação social" visa implantar centros de cidadania, onde a população carente terá oportunidade de adquirir documentos, como a carteira de trabalho e título de eleitor. Nos centros vão funcionar ainda postos de saúde com atendimento odontológico e de orientação jurídica.
Um trabalho social semelhante foi realizado pelo ex- governador do Rio, Leonel Brizola, durante seu segundo governo, em 1990, nas favelas do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, e na Favela da Rocinha, em São Conrado, ambas na zona sul. "A ocupação social vai amparar a comunidade carente", disse Siqueira.

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