Rio- Os 70 anos de nascimento do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, serão celebrados hoje. No Rio, a data será marcada por uma série de homenagens a Betinho, que liderou movimentos como a Campanha Nacional pela Reforma Agrária, o Movimento pela Ética na Política e a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, entre outros. Betinho morreu em 1997 - hemofílico, contraiu aids em uma transfusão de sangue. Ele acreditava na mobilização da população contra a desigualdade, pela solidariedade e pela democracia para transformar a sociedade e trabalhou para isso desde os tempos de estudante.
A Ação da Cidadania, da qual foi fundador em 1993 e que hoje tem representações em todos os Estados, promove uma festa em seu Centro Cultural carioca, no Centro, das 14 horas às 19h30, arrecadando dois quilos de alimento não perecível por pessoa para a campanha Natal sem Fome. Haverá diversas atrações culturais, vídeos sobre Betinho e o movimento, debate e uma exposição dos projetos desenvolvidos pelos 800 comitês da Ação da Cidadania no Estado do Rio.
O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que também teve o sociólogo como um de seus fundadores, está promovendo um ciclo intitulado ''Conversas com Betinho''. Hoje, como parte do ciclo, haverá uma noite de festa no Cine Odeon. O evento inclui o lançamento do livro ''Um abraço, Betinho'' e a exibição de dois documentários: ''Semana da Arte contra a Fome'' e ''Três irmãos de sangue''.
Quando estava exilado na época do governo militar, Betinho virou símbolo da luta pela anistia ao ser citado na música ''O bêbado e o equilibrista'', de João Bosco e Aldir Blanc, que em seus versos dizia: ''Meu Brasil, que sonha com a volta do irmão do Henfil...''

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