Rio apresenta estudo sobre mercado criminal
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segunda-feira, 03 de outubro de 2005
José Messias Xavier<br>Folhapress 
Rio- Levantamento do número de armas apreendidas pela polícia do Rio mostra que, de 86.849 armas usadas em crimes, 33% (28.930) eram registradas e pertenciam a cidadãos comuns; 39% (33.869) foram furtadas ou roubadas de seus proprietários e 28% (24.050) foram contrabandeadas de outros países.
De acordo com o estudo intitulado ''Fontes de Abastecimento do Mercado Criminal de Armas'', 65% das armas registradas pertenciam a indivíduos e 29% foram desviadas das mãos do Estado (polícias ou Forças Armadas).
A maioria das armas foi fabricada no Brasil sendo que, as que pertenciam a civis se constituíam basicamente de revólveres e pistolas (91%) e, as oriundas dos estoques oficiais do Estado, eram armas automáticas ou semi-automáticas de uso restrito das Forças Armadas (43% fuzis). Das 1.693 (6%) armas apreendidas registradas em nome de empresas, 95% eram revólveres.
Esses números foram divulgados ontem pelo governo do Estado do Rio a partir de pesquisa feita nas 86 Delegacias Legais do Rio de Janeiro. A governadora Rosinha Matheus (PMDB) divulgou os números, vestindo uma camiseta pela campanha do Sim no referendo do desarmamento que ocorrerá dia 23 de outubro. Rosinha lembrou que perdeu um irmão de 20 anos assassinado com um tiro. ''Esses números confirmam a importância do desarmamento. Eu perdi um irmão por uma arma de fogo'', disse a governadora.


