Rins: pouco lembrados e muito importantes
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domingo, 29 de agosto de 2010
Fernanda Borges<Br> Reportagem Local 
Se fazer um check up anual do coração já é um hábito difícil de ser adotado pelos brasileiros, imagine então monitorar o funcionamento dos demais órgãos, como os rins, que raramente apresentam sintomas quando estão parando de funcionar? Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) afirmam que o número de pessoas que sofrem de doenças renais é muito grande, sendo essas a segunda maior causa de problemas de saúde, perdendo espaço somente para as doenças do coração.
O médico nefrologista Vinicius Daher Alvares Delfino lembra que todo ano surgem 100 novos casos de doenças renais por milhão de habitantes e a maioria das pessoas só procura o especilista em rins quando já está com os órgãos severamente comprometidos. ''As manifestações clínicas de uma doença renal crônica não aparecem até que o indivíduo tenha perdido cerca de 50% da função dos rins. As pessoas precisam se atentar a procurar por ela, porque não é como o coração, que manifesta algum tipo de dor ou sinal antes de algum problema'', alerta.
Responsável pelo filtro das substâncias ruins do corpo, os rins podem apresentar dois tipos de doenças: a insuficiência renal aguda e a crônica. De acordo com o médico, a aguda ocorre em decorrência de alguma infecção ou algum problema que desencadeia uma suspensão temporária do funcionamento dos órgãos. Já no caso da renal crônica, os órgãos param de funcionar e em 99% dos casos não voltam mais. Sendo assim, o paciente fica dependente da hemodiálise para viver e geralmente entra na fila de transplantes para receber um novo órgão. ''Atualmente, só aqui no Paraná existem 2,5 mil pacientes esperando para receber um rim'', diz.
Ainda segundo Delfino, beber bastante água e outros líquidos como chás, para uma eliminação de até um litro e meio (de urina) por dia, além de evitar o consumo excessivo de sal, contribui para manter a saúde dos rins. ''Antinflamatórios, antibióticos e algumas drogas são tóxicos e agressivos para os rins. Mas, a causa da doença renal crônica na maioria das vezes é a hipertensão e o diabetes'', enfatiza.
Vitalidade - A medicina oriental considera os rins os órgãos mais importantes do corpo. Para os chineses é neles que está concentrada a essência vital do ser humano, energia essa que é herdada dos pais e responsável pelo bom desenvolvimento dos ossos, cabelos, audição, além da limpeza do sangue. A nutricionista Gisele Centenaro, que também é especialista em acupuntura sistêmica, explica que rins saudáveis promovem a vitalidade e longevidade do indivíduo. ''Costumamos tonificar os rins quando as pessoas estão muito prostradas, cansadas. Usamos a moxa, uma espécie de acupuntura térmica feita pela combustão da erva Artemísia sinensis'', explica.
A moxa também pode ser aplicada no meridiano da vesícula, conhecido também pelos chineses como ''ponto alarme do rim''. Segundo Gisele, a aplicação da moxa nessa região possibilita a tonificação dos órgãos, protege, relaxa e fortalece também a região lombar.
A especialista explica ainda que a aplicação da acupuntura em canais de energia (meridianos) ligados aos rins faz com que os órgãos sejam mais estimulados, proporcionando o aumento da energia (vitalidade), além de melhorar o funcionamento dos rins. ''Também é possível cuidar dos rins por meio de uma alimentação diversificada e equilibrada para nutrir e harmonizar o organismo. Alimentos com ação mais evidente nos rins são amendoim, algas, sementes em geral, cogumelo shitake, nabo, feijão preto e todos os demais alimentos da cor preta'', finaliza.


