Uma em cada sete pessoas sofre com rinite alérgica. A doença é uma das principais causas de obstrução respiratória, fazendo com que os portadores respirem pela boca. É bastante comum na população em geral e estima-se que, entre crianças de 6 a 7 anos, a incidência esteja próxima dos 20%.
Por estarem com o nariz constantemente entupido, as crianças que sofrem com rinite alérgica tendem a respirar pela boca e, com o tempo, este processo de repetição pode gerar deformidades faciais. ''O problema ocorre porque o rosto da criança ainda está em formação e, ao respirar pela boca, o crescimento facial fica comprometido.'', explica João Ferreira de Mello Júnior, chefe do Grupo de Alergia em Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
As faltas de diagnóstico e tratamento precoces são os principais entraves e levam a situações como as deformidades. Problemas funcionais também podem aparecer, como fala estranha e boca entreaberta. Quanto mais tarde for tratada a doença, menores as chances de reverter o quadro. ''Após os 12 anos, por exemplo, fica complicado. Nessa idade ela já está praticamente com a face adulta.'', informa Júnior.
Por ser uma doença crônica, não se costuma falar em cura. No entanto, os tratamentos disponíveis permitem um controle quase que permanente da doença. Muitas pessoas vivem anos sem apresentar os sintomas, que podem reaparecer em situações onde o lado emocional é prejudicado ou quando existe alguma alteração hormonal.
O especialista diz que a terapia para rinite alérgica é baseada em um tripé: ''Higiene ambiental, medicamentos e vacina anti-alérgica. Seguindo todos os passos o paciente terá um controle. Vale lembrar que em qualquer doença crônica é importante a vontade do paciente.'', finaliza Júnior.

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