Brasília, 28 (AE) - O presidente da comissão da Câmara que trata da reforma tributária, Germano Rigotto (PMDB-RS), recomenda serem feitas novas simulações para permitir uma melhor análise sobre se as fontes de recursos sugeridas pelo autor da proposta de criação de fundo de combate à pobreza, o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), não resultarão em aumento da carga tributária, em perda de competitividade dos setores produtivos ou tributação indireta de produtos consumidos pelos setores mais pobres da população. "O objetivo da reforma é desonerar a produção, aumentando a competitividade e alavancando o crescimento para criar mais empregos e atacar o problema do crescimento da pobreza", considera Rigotto. Ele afirma que a proposta do senador não tem como prosperar se for conduzida fora da reforma tributária. "Não adianta tocar pelo Senado antes da reforma tributária avançar", avalia o deputado, lembrando que Magalhães poderá apresentar emendas quando a reforma for discutida no Senado, caso não se sinta contemplado com a proposta que for aprovada na Câmara.

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