Rigotto alerta para risco de reforma tributária ser preterida
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domingo, 24 de outubro de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 25 (AE) - O presidente da comissão especial da Câmara que analisa a reforma tributária, Germano Rigotto (PMDB-RS), fez um alerta hoje, na tribuna do plenário, para o risco de a reforma ser novamente deixada de lado para que sejam priorizadas as propostas de emenda constitucional (PECs) da contribuição previdenciária dos inativos e do subteto para os salários dos servidores públicos.
"O adiamento da reforma tributária seria um crime para o País", protestou o deputado, dizendo-se preocupado com o desvio das atenções para as duas PECs.
"Hoje, tem uma desculpa muito forte para aqueles que, por conservadorismo ou corporativismo, não querem a reforma tributária nos três entes federativos (União, Estados e municípios)", avaliou.
"Temo que a reforma tributária, que é tão ou mais importante que essas duas, seja jogada para escanteio, como já aconteceu outras vezes", advertiu. "O atual sistema tributário faliu; se alguém acha ainda que ele pode ser remendado, está enganado", argumentou Rigotto, lamentando que o assunto não tenha sido sequer mencionado na reunião do presidente Fernando Henrique Cardoso com os governadores na sexta-feira (22).
Rigotto acredita que a apresentação do parecer oficial do deputado Mussa Demes (PFL-PI) na comissão, marcada para quarta-feira (27), poderá levantar a discussão da reforma tributária, mas, ao mesmo tempo, adverte que o relatório poderá ser usado por quem aposta contra a tramitação como pretexto para a tornar inviável.
"Vamos trazer essa proposta para o plenário", prometeu o deputado, prevendo que a votação da proposta na comissão seja concluída até o fim de novembro.


