Jeferson Luiz Faustino, secretário de Administração e coordenador da Defesa Civil de Inácio Martins (Centro-Sul), um dos municípios que receberam recursos da União, reconhece a burocracia, mas defende o processo. "A falta de um controle rigoroso abre brechas para possíveis irregularidades. É preciso que tudo seja justificado", opina. Segundo ele, a ajuda de R$ 1,5 milhão foi fundamental para recuperar os estragos provocado pelas enchentes de junho. "Não era tudo o que precisávamos, mas nos ajudou bastante."
Faustino considera fundamental que os municípios capacitem os agentes da Defesa Civil para lidar com os processos burocráticos. "Saber preencher os Planos de Trabalho corretamente é fundamental para o recebimento da ajuda federal. Não digo que esse é o problema enfrentado por todos os municípios, mas sabemos que isso ainda ocorre", cita. "É um processo trabalhoso e complexo. Temos que anexar várias fotografias, com coordenadas exatas. Tudo isso com prazo apertado."
Alguns municípios, como Bandeirantes, no Norte Pioneiro, não devem receber recursos para reconstrução. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júlio César de Souza, a ajuda humanitária bastou para resolver a maior parte dos estragos causados por uma tempestade acompanhada por ventos fortes no final de setembro do ano passado. "A ajuda com telhas e outros materiais de construção foi essencial. O restante resolvemos com recursos próprios", conta.(C.F.)

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