Ricos devem doar mais US$ 25 mi para florestas tropicais
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Agência Estado 
Ao final da 4ª Reunião Anual do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais brasileiras (PPG-7), ontem em Manaus, o secretário de Coordenação da Amazônia, José Seixas Lourenço, anunciou a negociação de US$ 25 milhões adicionais com os países doadores. Assim, sobem para US$ 72 milhões os recursos destinados ao programa.
A reivindicação inicial do governo brasileiro, que entra com investimento de US$ 38 milhões na proteção da floresta tropical, era de US$ 90 milhões, embutidos na primeira fase do programa, que termina formalmente em 98. A proposta tinha o apoio tácito do gerenciador dos recursos, o Banco Mundial, mas os países doares, com a Alemanha à frente, não aceitaram. No entanto concordaram com novas liberações para uma fase intermediária. Esse período deve estender-se até 2002.
Tudo indica que os três parceiros envolvidos na avaliação feita esta semana em Manaus saíram satisfeitos. Lourenço considerou os resultados positivos. O diretor do Banco Mundial, o indiano Gobind Nankani também falou em bons resultados e, um relatório final elaborado pelos representantes dos países doares, tem um tom otimista, apesar de algumas cautelas compreensíveis. Uma delas está relacionada às taxas de desmatamento e queimada, um desafio técnico e político. Na quarta-feira a pesquisadora do Inpe, Thelma Krug, fez uma brilhante exposição sobre as dificuldades de se medir de maneira confiável e técnica, em curto prazo, as áreas de queimadas e desmatamentos.


