Paris, 17 (AE) - Os grupos Rhône-Poulenc e Hoechst, francês e alemão, anunciaram hoje (17), simultaneamente em Paris e Frankfurt, um projeto para acelerar a fusão das duas empresas e a criação da Aventis, de modo a assegurar que o negócio seja concluído até novembro. O projeto já recebeu a aprovação preliminar do conselho de administração da Kuwait Petroleum Corporation, principal acionista da Hoechst com 24% das ações. O novo grupo Aventis vai empregar 95 mil pessoas e será o segundo no mundo na área de ciências da vida (saúde humana, animal e vegetal), só superado pelo suíço Novartis.
A presidência será exercida pelo alemão Jurguen Dormann, enquanto a vice-presidência será entregue a Jean-René Fourtou, atual presidente do Grupo Rhône Poulenc. As principais modalidades do projeto deverão ser submetidas a uma assembléia-geral extraordinária dos acionistas de cada um dos grupos, prevista para meados de julho.
A alemã Hoechst deverá controlar 53% da nova sociedade e a francesa Rhône-Poulenc, 47%. O projeto prevê um lançamento de oferta pública de troca de ações da Rhône-Poulenc, sendo que a paridade decidida é da ordem de quatro ações da Hoechst por três ações Rhône-Poulenc.
O Grupo Hoechst deverá adquirir 5% de seu capital em ações, o que corresponde a 29 milhões de títulos. A única preocupação diz respeito a um plano social que seria executado nos próximos anos
sobre o qual nenhuma das duas empresas forneceu detalhes. Segundo informações divulgadas pelos sindicatos, poderia haver uma redução do nível de emprego com a supressão de 11 mil postos de trabalho, sendo 3 mil na França.
A mesma empresa prevê o pagamento de dividendos excepcionais a seus acionistas por um total de 1,5 bilhão de euros. Hoje, o faturamento da Aventis, estimado em 9,6 bilhões de euros, é similar ao da Astra-Zeneca, grupo sueco e britânico.
As ações da Aventis deverão ser cotadas nas Bolsa de Paris, Frankfurt e Nova York e, segundo Jean-René Fourtou, o objetivo será alcançado muito mais rapidamente do que se imaginava a princípio.
A fusão total está prevista para o fim de 1999, dois anos antes do prazo fixado anteriormente. A oferta pública de troca de ações - que será feita por Rhône-Poulenc sobre os títulos da Hoechst - é resultado da necessidade de contornar um problema fiscal levantado pelo acionista majoritário do grupo alemão, o KPC, Kuwait Petroleum Corporation. Os franceses responsabilizaram o grupo alemão por ter esquecido seu principal acionista das negociações iniciais, mas esse problema já parece ter sido contornado.

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